O câncer de pele não-melanoma é o mais frequente no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 113.850 novos casos para 2010. A boa notícia é que um estudo australiano acredita que um composto natural ofereça esperança de tratamento rápido, barato e eficaz para a doença: o óleo de melaleuca ou óleo da árvore do chá, extraído da espécie nativa do país, comumente aplicado em espinhas e picadas de inseto.
A equipe da University of Western Australia testou o produto em camundongos. O resultado foi encolhimento do câncer em apenas um dia e sua eliminação em três.
Ao contrário de outros métodos de tratamento, que podem causar náuseas, por exemplo, o óleo de melaleuca produziria somente uma leve irritação na pele. A líder da pesquisa,Sara Greay, disse ao jornal inglês Daily Mail que espera encontrar financiamento para um ensaio clínico pequeno, com cerca de 50 pessoas com lesões pré-cancerosas, com o objetivo de prevenir o desenvolvimento da patologia. A publicação online Cancer Chemotherapy Pharmacology divulgou as constatações do trabalho de três anos.
Vale acrescentar que, entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade. Os sintomas listados pelo Inca são feridas na pele cuja cicatrização demore mais de quatro semanas, variação na cor de sinais pré-existentes, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram. Para se prevenir, o instituto recomenda evitar exposição ao sol das 10h às 16h e aplicar na pele produtos com filtros solares com fator de proteção 15 ou mais, além de usar chapéus e óculos escuros.
Por Patricia Zwipp
Fonte: Terra
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Reduza a exposição ao BPA
1 - Use mamadeiras e utensílios de vidro ou bpa free para os bebês
2 - Não esquente embalagens de plástico com bebidas e alimentos no microondas. O bisfenol é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido.
3 - Evite o consumo de alimentos e bebidas enlatadas, pois o bisfenol é utilizado como resina époxi no revestimento destas embalagens
4 - Evite pratos, copos e outros utensílios de plástico. Opte pelo vidro, porcelana e aço inoxidável na hora de armazenar bebidas e alimentos
5 - Descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evite lavá-los com detergentes fortes ou colocá-los na máquina de lavar louças
fonte: http://www.otaodoconsumo.com.br/
2 - Não esquente embalagens de plástico com bebidas e alimentos no microondas. O bisfenol é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido.
3 - Evite o consumo de alimentos e bebidas enlatadas, pois o bisfenol é utilizado como resina époxi no revestimento destas embalagens
4 - Evite pratos, copos e outros utensílios de plástico. Opte pelo vidro, porcelana e aço inoxidável na hora de armazenar bebidas e alimentos
5 - Descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evite lavá-los com detergentes fortes ou colocá-los na máquina de lavar louças
fonte: http://www.otaodoconsumo.com.br/
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Ingestão de álcool durante gestação de bebês do sexo masculino pode reduzir a concentração do esperma no futuro, segundo publicação da Reunião Anual da ESHRE
Gestantes que bebem álcool durante a gravidez podem reduzir a concentração futura do esperma de seus filhos, segundo nova pesquisa apresentada na 26ª reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (European Society of Human Reproduction and Embryology - ESHRE), que ocorreu em Roma, na Itália, em junho de 2010.
Em estudo observacional, médicos da Dinamarca verificaram que mães que ingeriram 4,5 ou mais drinks por semana durante a gestação reduziram a concentração do esperma de seus filhos. Esta concentração foi medida cerca de vinte anos após as gestações. A contagem de espermatozoides é cerca de um terço mais baixa em comparação a homens que não tiveram exposição ao álcool no período de vida intra-uterino (na gestação). Um drink é a medida de doze gramas de álcool, o equivalente a 330 mL de cerveja, 120 mL de vinho ou 40 mL de destilados.
No estudo foram observadas alterações no volume total do sêmen e na contagem total dos espermatozoides, mas não foram vistas associações entre a exposição intra-uterina ao álcool e o movimento ou a forma dos espermatozoides, ou com qualquer hormônio2 reprodutivo como a testosterona.
Trata-se de um estudo observacional, por isso não se pode dizer com certeza se o álcool é a causa da baixa concentração do esperma, mas o consumo de álcool durante a gestação pode ter um efeito negativo sobre os tecidos de produção fetal de sêmen e na qualidade do esperma no futuro. Este é o primeiro estudo a fazer esta observação e mais pesquisas nesta área são necessárias antes de se estabelecer uma associação causal ou propor limites seguros de ingestão de álcool durante a gestação.
Fonte: European Society of HumanReproduction and Embryology (ESHRE) - Annual Meeting, Roma, Junho de 2010
Em estudo observacional, médicos da Dinamarca verificaram que mães que ingeriram 4,5 ou mais drinks por semana durante a gestação reduziram a concentração do esperma de seus filhos. Esta concentração foi medida cerca de vinte anos após as gestações. A contagem de espermatozoides é cerca de um terço mais baixa em comparação a homens que não tiveram exposição ao álcool no período de vida intra-uterino (na gestação). Um drink é a medida de doze gramas de álcool, o equivalente a 330 mL de cerveja, 120 mL de vinho ou 40 mL de destilados.
No estudo foram observadas alterações no volume total do sêmen e na contagem total dos espermatozoides, mas não foram vistas associações entre a exposição intra-uterina ao álcool e o movimento ou a forma dos espermatozoides, ou com qualquer hormônio2 reprodutivo como a testosterona.
Trata-se de um estudo observacional, por isso não se pode dizer com certeza se o álcool é a causa da baixa concentração do esperma, mas o consumo de álcool durante a gestação pode ter um efeito negativo sobre os tecidos de produção fetal de sêmen e na qualidade do esperma no futuro. Este é o primeiro estudo a fazer esta observação e mais pesquisas nesta área são necessárias antes de se estabelecer uma associação causal ou propor limites seguros de ingestão de álcool durante a gestação.
Fonte: European Society of HumanReproduction and Embryology (ESHRE) - Annual Meeting, Roma, Junho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Pipoca de micro caseira??!!
Nunca me aprofundei na qustão do microndas fazer mau ou nao à saude, acredito sempre que quanto mais natural melhor (e muito mais saboroso).
Eu particularmente uso o micro muito pouco, mas nesse frio, uma pipoca debaixo na coberta vendo tv, é uma delícia, ainda mais bem acompanhada. Antes de fazer, as vezes bate aquela preguiça, é quando a praticidade ganha em primeiro lugar. Bom, seguem receitas que além de deliciosas, são muito mais baratas que sua versao convencional.
Veja a seguir tres variações:
1. Pipoca light no microondas
Ingredientes:
1 xícara de milho para pipoca
1 colher (sopa) de água
Modo de Preparo:
Coloque a xícara com o milho de pipoca comum em um recipiente que vá ao microondas (dê preferencia aos vidros), acrescente 1 colher de sopa de água e misture . Coloque no microondas com a tampa, por mais ou menos 7 minutos potência alta(100%).
ou
2. Pipoca com azeite d eoliva ou manteiga no microondas
Ingredientes:
1 xícara (chá) de milho para pipoca
1 colher rasa (sopa) de azeite d eoliva ou manteiga
Modo de Preparo:
Encha 1 xícara de milho de pipoca comum em um recipiente de vidro que vá ao micro, acrescente 1 colher de sopa de azeite ou manteiga e mexa. Coloque no microondas com a tampa, por mais ou menos 7 minutos na potência alta(100%).
Tempere a pipoca: Vire as pipocas numa tigela ou bacia grande e salpique o sal por cima. Atenção se acrescentar manteiga com sal, diminua a quiantia do memso.
3. Saquinho de papel de pão:
Use um saquinho de papel de pão para fazer a sua própria "pipoca de microondas". Abra o saquinho e coloque o milho de pipoca (1/2 xícara). Feche o saquinho, voltando ao seu formato original quando fechado, apertando para retirar o ar. Faça uma pequena dobra na parte superior e feche com um pedaço de fita adesiva crepe. Coloque-o deitado no microondas por mais ou menos 4 minutos na potência alta . Depois de pronto, retire do microondas e abra o saquinho com cuidado por causa do vapor que vai se formar.
Tempere a pipoca: Vire as pipocas numa tigela ou bacia grande e salpique o sal por cima.
DICAS
Desligue o microondas assim que perceber que os estouros diminuíram.
O tempo de preparo pode variar de acordo com o microondas e a qualidade do milho de pipoca.
*Ajustar para preparo de pipoca se o seu microondas tiver essa função.
Uma sugestão é adicionar orégano, ervas finas ou o tempero de sua preferencia, além de reduzir o sal, você ganha em nutrientes e sabor!
Eu particularmente uso o micro muito pouco, mas nesse frio, uma pipoca debaixo na coberta vendo tv, é uma delícia, ainda mais bem acompanhada. Antes de fazer, as vezes bate aquela preguiça, é quando a praticidade ganha em primeiro lugar. Bom, seguem receitas que além de deliciosas, são muito mais baratas que sua versao convencional.
Veja a seguir tres variações:
1. Pipoca light no microondas
Ingredientes:
1 xícara de milho para pipoca
1 colher (sopa) de água
Modo de Preparo:
Coloque a xícara com o milho de pipoca comum em um recipiente que vá ao microondas (dê preferencia aos vidros), acrescente 1 colher de sopa de água e misture . Coloque no microondas com a tampa, por mais ou menos 7 minutos potência alta(100%).
ou
2. Pipoca com azeite d eoliva ou manteiga no microondas
Ingredientes:
1 xícara (chá) de milho para pipoca
1 colher rasa (sopa) de azeite d eoliva ou manteiga
Modo de Preparo:
Encha 1 xícara de milho de pipoca comum em um recipiente de vidro que vá ao micro, acrescente 1 colher de sopa de azeite ou manteiga e mexa. Coloque no microondas com a tampa, por mais ou menos 7 minutos na potência alta(100%).
Tempere a pipoca: Vire as pipocas numa tigela ou bacia grande e salpique o sal por cima. Atenção se acrescentar manteiga com sal, diminua a quiantia do memso.
3. Saquinho de papel de pão:
Use um saquinho de papel de pão para fazer a sua própria "pipoca de microondas". Abra o saquinho e coloque o milho de pipoca (1/2 xícara). Feche o saquinho, voltando ao seu formato original quando fechado, apertando para retirar o ar. Faça uma pequena dobra na parte superior e feche com um pedaço de fita adesiva crepe. Coloque-o deitado no microondas por mais ou menos 4 minutos na potência alta . Depois de pronto, retire do microondas e abra o saquinho com cuidado por causa do vapor que vai se formar.
Tempere a pipoca: Vire as pipocas numa tigela ou bacia grande e salpique o sal por cima.
DICAS
Desligue o microondas assim que perceber que os estouros diminuíram.
O tempo de preparo pode variar de acordo com o microondas e a qualidade do milho de pipoca.
*Ajustar para preparo de pipoca se o seu microondas tiver essa função.
Uma sugestão é adicionar orégano, ervas finas ou o tempero de sua preferencia, além de reduzir o sal, você ganha em nutrientes e sabor!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Entra em vigor no Rio a lei estadual que restringe o uso de sacolas plásticas descartáveis
Fonte: Agência Brasil
Edição: Vinicius Doria
Rio de Janeiro - Entrou em vigor hoje (16), no Rio de Janeiro, a Lei 5.502/09, que restringe o uso de sacolas plásticas no comércio fluminense. Nesta manhã (16), os órgãos de fiscalização fizeram a primeira vistoria em dois supermercados da Tijuca, zona norte da cidade, para averiguar se os estabelecimentos estão se adaptando à nova regulamentação. Um dos supermercados foi notificado por não cumprir todos os requisitos.
De acordo com o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino Martins, a lei determina que o estabelecimento ofereça desconto de 3 centavos a cada cinco produtos vendidos e disponibilize sacolas ecológicas, caixas de papelão ou qualquer outra forma de transporte durável para os clientes.
“É uma lei que precisa de um tempo, há que se fazer adaptação. O Inea vai notificar o estabelecimento que não estiver cumprindo a legislação. Estamos fazendo uma advertência para que, em até sete dias, sejam tomadas as providências. Em caso de reincidência podemos aplicar multa pecuniária”, advertiu Martins.
O ex-ministro do Meio Ambiente e deputado estadual Carlos Minc (PT), autor da lei, lembrou que o Brasil usa por ano 18 bilhões de sacolas plásticas. No Rio, são 2,4 bilhões por ano, cerca de 200 milhões por mês. O objetivo da lei é reduzir substancialmente esses números. As sacolas plásticas são um problema para o meio ambiente. Além de entupir galerias de esgotos e águas pluviais, poluem rios e mares, sujam praias, matam por asfixia animais que buscam alimentos no lixo e ainda levam centenas de anos para desaparecer.
A professora Lourdes Boscoli, de 67 anos, que estava no supermercado quando os fiscais do Inea chegaram, reclamou da operação e criticou a nova lei dizendo que foi "uma jogada política em véspera de eleição e negativa para todos". Para ela, ninguém vai deixar de usar a sacola de plástico por uma questão de necessidade. “O lixo, por exemplo, só pode ser colocado em plástico. Como a lei manda que você compre a sacola, o problema ecológico vira financeiro. Isso beneficia o supermercado, que vai vender, e as fábricas de sacos plásticos”, disse a professora.
Edição: Vinicius Doria
Rio de Janeiro - Entrou em vigor hoje (16), no Rio de Janeiro, a Lei 5.502/09, que restringe o uso de sacolas plásticas no comércio fluminense. Nesta manhã (16), os órgãos de fiscalização fizeram a primeira vistoria em dois supermercados da Tijuca, zona norte da cidade, para averiguar se os estabelecimentos estão se adaptando à nova regulamentação. Um dos supermercados foi notificado por não cumprir todos os requisitos.
De acordo com o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino Martins, a lei determina que o estabelecimento ofereça desconto de 3 centavos a cada cinco produtos vendidos e disponibilize sacolas ecológicas, caixas de papelão ou qualquer outra forma de transporte durável para os clientes.
“É uma lei que precisa de um tempo, há que se fazer adaptação. O Inea vai notificar o estabelecimento que não estiver cumprindo a legislação. Estamos fazendo uma advertência para que, em até sete dias, sejam tomadas as providências. Em caso de reincidência podemos aplicar multa pecuniária”, advertiu Martins.
O ex-ministro do Meio Ambiente e deputado estadual Carlos Minc (PT), autor da lei, lembrou que o Brasil usa por ano 18 bilhões de sacolas plásticas. No Rio, são 2,4 bilhões por ano, cerca de 200 milhões por mês. O objetivo da lei é reduzir substancialmente esses números. As sacolas plásticas são um problema para o meio ambiente. Além de entupir galerias de esgotos e águas pluviais, poluem rios e mares, sujam praias, matam por asfixia animais que buscam alimentos no lixo e ainda levam centenas de anos para desaparecer.
A professora Lourdes Boscoli, de 67 anos, que estava no supermercado quando os fiscais do Inea chegaram, reclamou da operação e criticou a nova lei dizendo que foi "uma jogada política em véspera de eleição e negativa para todos". Para ela, ninguém vai deixar de usar a sacola de plástico por uma questão de necessidade. “O lixo, por exemplo, só pode ser colocado em plástico. Como a lei manda que você compre a sacola, o problema ecológico vira financeiro. Isso beneficia o supermercado, que vai vender, e as fábricas de sacos plásticos”, disse a professora.
Anvisa deve suspender resolução sobre propaganda em alimentos e bebidas, diz AGU
Por Carolina Pimentel - Reporter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Edição: João Carlos Rodrigues
Brasília - A Advocacia-Geral da União (AGU) recomendou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspenda a resolução que obriga fabricantes de alimentos e bebidas a colocar avisos nas propagandas sobre os riscos à saúde do consumo excessivo de produtos com alta quantidade de açúcar, gordura trans, saturada e sódio.
Os efeitos da resolução devem ser interrompidos até uma decisão final da AGU, que vai analisar se a Anvisa tem competência para impor regras às propagandas ou se a regulação deve ser feita por lei federal.
A AGU vai analisar o caso depois de uma consulta apresentada pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que acusa a Vigilância Sanitária de ter extrapolado suas funções e descumprido lei prevista na Constituição Federal, que garante ao cidadão formas de se defender contra propaganda de produtos nocivos à saúde ou ao meio ambiente.
A recomendação foi encaminhada à Anvisa pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams.
A AGU informou que já atuou em casos semelhantes sobre a publicidade de bebidas alcoólicas, em 2007, e de remédios, em 2009. Nessas ocasiões, a decisão foi por uma reformulação das normas com o objetivo de evitar uma enxurrada de ações no Judiciário.
A resolução da Anvisa provocou críticas do setor alimentício. Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informou que iria recorrer à Justiça contra as regras impostas pela agência reguladora.
Repórter da Agência Brasil
Edição: João Carlos Rodrigues
Brasília - A Advocacia-Geral da União (AGU) recomendou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspenda a resolução que obriga fabricantes de alimentos e bebidas a colocar avisos nas propagandas sobre os riscos à saúde do consumo excessivo de produtos com alta quantidade de açúcar, gordura trans, saturada e sódio.
Os efeitos da resolução devem ser interrompidos até uma decisão final da AGU, que vai analisar se a Anvisa tem competência para impor regras às propagandas ou se a regulação deve ser feita por lei federal.
A AGU vai analisar o caso depois de uma consulta apresentada pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que acusa a Vigilância Sanitária de ter extrapolado suas funções e descumprido lei prevista na Constituição Federal, que garante ao cidadão formas de se defender contra propaganda de produtos nocivos à saúde ou ao meio ambiente.
A recomendação foi encaminhada à Anvisa pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams.
A AGU informou que já atuou em casos semelhantes sobre a publicidade de bebidas alcoólicas, em 2007, e de remédios, em 2009. Nessas ocasiões, a decisão foi por uma reformulação das normas com o objetivo de evitar uma enxurrada de ações no Judiciário.
A resolução da Anvisa provocou críticas do setor alimentício. Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informou que iria recorrer à Justiça contra as regras impostas pela agência reguladora.
Hidrocarbonetos presentes nas embalagens da Kellogg’s esquentam o debate sobre segurança alimentar
Fonte: http://www.otaodoconsumo.com.br/
Substancia usada na fabricação do plástico que envolve produtos é responsável por diarreia, vômito e o recolhimento de 28 milhões de caixas de sucrilhos.
Quando a Kellogg’s, gigante mundial na fabricação e comercialização de produtos alimentares, retirou 28 milhões de caixas de cereais das lojas dos Estados Unidos, no mês passado, a empresa só declarou que “um cheiro e um gosto estranhos” vindos da embalagem estavam causando náusea e diarréia nos consumidores. Mas nesta segunda-feira descobriu-se que o culpado pelo recall é um químico que tem aparecido bastante nas últimas semanas em notícias sobre o Golfo do México: os hidrocarbonetos, um subproduto do petróleo, presente no plástico da embalagem. A revelação foi feita pelo grupo ambiental Environmental Working Group. Segundo o EWG, a utilização de hidrocarboneto nas embalagens, químico que ainda não foi avaliado com profundidade, reforça a necessidade de uma reforma na segurança alimentar. “Existem milhares de químicos que podem migrar das embalagens e contaminar os alimentos”, disse Jane Houlihan, vice-presidente de pesquisa do EWG. A informação foi confirmada pela Kellogg’s em e-mail enviado pelo porta voz da empresa, J. Adaire Putnam. De acordo com Putnam, a empresa consultou toxicologistas químicos independentes antes de divulgar que “níveis elevados de hidrocarbonetos, incluindo os metilnaftalenos,” foram a causa do cheiro e do sabor identificados no cereal.
Um amplo projeto de lei sobre a segurança alimentar foi aprovado ano passado na assembleia de deputados federais no ano passado. O progresso da lei, que ainda depende de aprovação no senado, parecia destinada a uma aprovação rápida, mas se tornou lento quando a senadora Dianne Feinstein (democrata da Califórnia), anunciou que incluiria uma emenda proibindo o uso de bisfenol-A em embalagens de alimentos. O bisfenol-A é um químico encontrado no plástico e seu uso está associado a doenças como câncer e diabetes. A indústria química e outros grupos protestam contra a emenda.
O jogo de interesses é grande e consumidores e grupos de defesa do consumidor lutam contra os milhões de dólares que estão sendo investidos no lobby promovido por empresas alimentares e químicas. Na Califórnia, onde uma lei similar está a espera da aprovação do governador, empresas químicas e fabricantes de alimentos gastaram mais de 5 milhões de dólares na não aprovação da lei que proíbe o bisfenol A em produtos infantis para crianças de até 3 anos.
Se a lei for aprovada na íntegra, recalls como o feito pela Kellogs se tornarão obrigatórios nos EUA. De acordo com Sarah Klein, advogada do Centro de Ciências para o Interesse Público (Center for Science in the Public Interest), o recall mandatório oferecerá aos consumidores maior proteção no caso de embalagens que apresentam riscos à saúde. No entanto, diz ela, em casos como o da Kellogg’s é preciso não só recall. “O FDA precisa se aprofundar no estudo das embalagens alimentares pois elas estão sendo identificadas como a causadora de problemas de saúde.”
No e-mail enviado à imprensa, o porta voz da Kellogg’s afirma que embalagens semelhantes às dos sucrilhos são normalmente usadas em queijos, frutas e vegetais e aprovadas pelo FDA. “Nós verificamos que a quantidade de hidrocarbonetos encontrada não é considerada perigosa para a saúde, mas estamos trabalhando com nossos fornecedores para evitar que isso ocorra novamente.”
Putnam não quis dizer o nome de outros hidrocarbonetos presentes nas caixas de cereais e também preferiu não confirmar se a empresa apoia o projeto de lei sobre segurança alimentar.Scott Openshaw, um porta-voz da Associação de Produtores de Alimentos Vendidos em Supermercados, não quis comentar sobre o caso específico da Kellogg’s, mas afirmou que a indústria alimentar apoia o projeto de lei. “Nós levamos muito a sério essa responsabilidade,” disse Openshaw em um e-mail. “As empresas de alimentos e bebidas estão apoiando regulamentações mais rígidas para garantir que as embalagens sejam mais seguras.”
Em seu relatório, o grupo EWG destacou que tanto a Environmental Protection Agency (EPA), como a Agency for Toxic Substances and Disease Registry (ATSDR) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention) citaram falta de dados em relação a possíveis riscos carcinogênicos dos hidrocarbonetos.
O Grupo EWG também destacou o contraste entre a divulgação da Kellogg’s que afirmava que a substância que causou o recall é frequentemente encontrada em embalagens alimentares e uma conclusão da ATSDR, que afirmava que “consumidores provavelmente não estão expostos ao metilnaftaleno através de embalagens alimentares”.
O grupo pediu que a Kellogg’s divulgue com urgência o local onde testes com as caixas de cereais foram realizados e recomendou regras mais rígidas na segurança alimentar. A congressista democrata Rosa DeLauro, de Connecticut, comentou o caso da Kellogg’s e o relacionou ao projeto de lei. “Quando alimentos que são tão populares entre crianças estão sendo retirados de prateleiras em grandes volumes por apresentarem riscos à saúde, fica claro que nosso sistema de segurança alimentar não está funcionando.”
Notícia originalmente publicada no Nerm York Times. Texto de Elana Schor em 13 de julho de 2010.
Fonte complementar: The San Francisco Chronicle – 01/07/2010 (Califórnia)
Substancia usada na fabricação do plástico que envolve produtos é responsável por diarreia, vômito e o recolhimento de 28 milhões de caixas de sucrilhos.
Quando a Kellogg’s, gigante mundial na fabricação e comercialização de produtos alimentares, retirou 28 milhões de caixas de cereais das lojas dos Estados Unidos, no mês passado, a empresa só declarou que “um cheiro e um gosto estranhos” vindos da embalagem estavam causando náusea e diarréia nos consumidores. Mas nesta segunda-feira descobriu-se que o culpado pelo recall é um químico que tem aparecido bastante nas últimas semanas em notícias sobre o Golfo do México: os hidrocarbonetos, um subproduto do petróleo, presente no plástico da embalagem. A revelação foi feita pelo grupo ambiental Environmental Working Group. Segundo o EWG, a utilização de hidrocarboneto nas embalagens, químico que ainda não foi avaliado com profundidade, reforça a necessidade de uma reforma na segurança alimentar. “Existem milhares de químicos que podem migrar das embalagens e contaminar os alimentos”, disse Jane Houlihan, vice-presidente de pesquisa do EWG. A informação foi confirmada pela Kellogg’s em e-mail enviado pelo porta voz da empresa, J. Adaire Putnam. De acordo com Putnam, a empresa consultou toxicologistas químicos independentes antes de divulgar que “níveis elevados de hidrocarbonetos, incluindo os metilnaftalenos,” foram a causa do cheiro e do sabor identificados no cereal.
Um amplo projeto de lei sobre a segurança alimentar foi aprovado ano passado na assembleia de deputados federais no ano passado. O progresso da lei, que ainda depende de aprovação no senado, parecia destinada a uma aprovação rápida, mas se tornou lento quando a senadora Dianne Feinstein (democrata da Califórnia), anunciou que incluiria uma emenda proibindo o uso de bisfenol-A em embalagens de alimentos. O bisfenol-A é um químico encontrado no plástico e seu uso está associado a doenças como câncer e diabetes. A indústria química e outros grupos protestam contra a emenda.
O jogo de interesses é grande e consumidores e grupos de defesa do consumidor lutam contra os milhões de dólares que estão sendo investidos no lobby promovido por empresas alimentares e químicas. Na Califórnia, onde uma lei similar está a espera da aprovação do governador, empresas químicas e fabricantes de alimentos gastaram mais de 5 milhões de dólares na não aprovação da lei que proíbe o bisfenol A em produtos infantis para crianças de até 3 anos.
Se a lei for aprovada na íntegra, recalls como o feito pela Kellogs se tornarão obrigatórios nos EUA. De acordo com Sarah Klein, advogada do Centro de Ciências para o Interesse Público (Center for Science in the Public Interest), o recall mandatório oferecerá aos consumidores maior proteção no caso de embalagens que apresentam riscos à saúde. No entanto, diz ela, em casos como o da Kellogg’s é preciso não só recall. “O FDA precisa se aprofundar no estudo das embalagens alimentares pois elas estão sendo identificadas como a causadora de problemas de saúde.”
No e-mail enviado à imprensa, o porta voz da Kellogg’s afirma que embalagens semelhantes às dos sucrilhos são normalmente usadas em queijos, frutas e vegetais e aprovadas pelo FDA. “Nós verificamos que a quantidade de hidrocarbonetos encontrada não é considerada perigosa para a saúde, mas estamos trabalhando com nossos fornecedores para evitar que isso ocorra novamente.”
Putnam não quis dizer o nome de outros hidrocarbonetos presentes nas caixas de cereais e também preferiu não confirmar se a empresa apoia o projeto de lei sobre segurança alimentar.Scott Openshaw, um porta-voz da Associação de Produtores de Alimentos Vendidos em Supermercados, não quis comentar sobre o caso específico da Kellogg’s, mas afirmou que a indústria alimentar apoia o projeto de lei. “Nós levamos muito a sério essa responsabilidade,” disse Openshaw em um e-mail. “As empresas de alimentos e bebidas estão apoiando regulamentações mais rígidas para garantir que as embalagens sejam mais seguras.”
Em seu relatório, o grupo EWG destacou que tanto a Environmental Protection Agency (EPA), como a Agency for Toxic Substances and Disease Registry (ATSDR) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention) citaram falta de dados em relação a possíveis riscos carcinogênicos dos hidrocarbonetos.
O Grupo EWG também destacou o contraste entre a divulgação da Kellogg’s que afirmava que a substância que causou o recall é frequentemente encontrada em embalagens alimentares e uma conclusão da ATSDR, que afirmava que “consumidores provavelmente não estão expostos ao metilnaftaleno através de embalagens alimentares”.
O grupo pediu que a Kellogg’s divulgue com urgência o local onde testes com as caixas de cereais foram realizados e recomendou regras mais rígidas na segurança alimentar. A congressista democrata Rosa DeLauro, de Connecticut, comentou o caso da Kellogg’s e o relacionou ao projeto de lei. “Quando alimentos que são tão populares entre crianças estão sendo retirados de prateleiras em grandes volumes por apresentarem riscos à saúde, fica claro que nosso sistema de segurança alimentar não está funcionando.”
Notícia originalmente publicada no Nerm York Times. Texto de Elana Schor em 13 de julho de 2010.
Fonte complementar: The San Francisco Chronicle – 01/07/2010 (Califórnia)
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